quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A escola Revolucionária

Escolas “sui generis” começam a despontar no cenário educacional, acentuando processos revolucionários do ensino-aprendizagem, algo como reinventar a escola da educação básica. Escolas que voltam a se inspirar na Sommerhill, escola dos anos 20 da Inglaterra, que se multiplicou pelo mundo, preconizando a liberdade de escolha do aluno e sua participação nas decisões de sua aprendizagem.
Surge em São Paulo a Lumiar, uma escola inovadora, modelo democrático, baseada, sobretudo, no interesse natural que a criança tem de aprender. Uma escola que elimina as salas de aula, o recreio, as provas, as disciplinas, os horários rígidos e até os professores. Quem ensina são profissionais de diversas áreas: médico, jornalista, arqueólogo, músico, marceneiro etc. São profissionais pré-selecionados, que freqüentam a escola, com a função de atrair a atenção das crianças para diversos projetos, como montar um minizoológico, fazer uma horta, um jornalzinho...
As crianças participam ou não dos projetos, de acordo com seus interesses. A escola considera que o modelo tradicional barra a criatividade do aluno. Por meio de atividades atraentes, as crianças, na faixa etária de 2 a 6 anos, vão assimilar as disciplinas tradicionais do currículo, português, matemática, história, geografia... A alfabetização vai sendo facilitada pelo estímulo para ler e escrever durante os projetos. Como a escola é bilingüe, alguns profissionais, em contato com as crianças, falam em inglês. São os pais ou os próprios alunos que fazem seus horários, escolhendo as atividades em que se interessam.
A base da aprendizagem está centrada no interesse da criança. O entendimento é de que se a criança não estiver interessada, não vai aprender nada. Educadores acompanharão de perto as crianças durante os projetos. Ficam atentos às suas escolhas para saber qual conhecimento estão adquirindo e como orientá-las para o que está faltando. Observam como está sendo feito o seu desenvolvimento e mantêm com as crianças conversas diárias.
A Escola Lumiar, como a Sommerhill, apresenta característica democrática, prega a liberdade e a participação dos alunos nas decisões da escola. A criança tem autonomia para decidir se quer ou não assistir às aulas, comportamento – acreditam seus seguidores – que passa noções de limite e cidadania. Especialistas elaboram currículos variados, projetos práticos, com aprendizagem mais efetiva. Partem do pressuposto de que tudo o que se aprendeu na escola tradicional, muito pouco ficou retido. Ao dar tudo pronto, essa escola barrava a criatividade, mola-chave da educação do presente.
A Escola Lumiar não se preocupa apenas em cumprir o currículo, mas formar o aluno para ser independente, a saber tomar decisões, a ser criativo, a sentir prazer no que faz. Porém, as matérias tradicionais serão sempre observadas. É um formato de escola que atrai e que diversifica os padrões de ensino. Como encarar sua linha de trabalho?
A Lumiar trabalha com campos de conhecimento e não apenas com disciplinas, conforme orienta a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). É uma escola que revoluciona métodos de aprendizagem, que oferece maneiras diferentes de aprender, utilizando-se da prática do ensino, baseadas nas escolhas dos alunos. Vale a pena acompanhar seu processo, sua metodologia, inteirar-se de sua validade, de seus resultados. Oferece um ensino para uma clientela selecionada, elitista, requer um alto investimento, profissionais qualificados – tem um coordenador para cada grupo de 10 crianças!
Tem um requinte que, certamente, não abrangerá escolas em grande escala, sem possibilidade de se pensar em escolas oficiais. A escola parte de pressupostos válidos para a educação: “Eu ouço e esqueço. Eu vejo e lembro. Eu faço e entendo”. Acredita no potencial e na inteligência do aluno. Acredita na liberdade de escolha, conduzindo à auto-afirmação.
Restrições a ela são colocadas por alguns educadores que acham preocupante a excessiva liberdade, tanto mais por se tratar de crianças da educação infantil, faixa de idade em que não têm estrutura, não estão prontas para escolhas decisivas e tão variadas. “A quantidade de informações, de atividades propostas pelos profissionais, provocam muitos estímulos e a criança pode sentir-se perdida”, diz a educadora da USP, Marina C. Moraes Dias. Ela compara à situação em que se colocam diversos brinquedos na frente da criança e ela fica sem saber o que fazer com eles. “O que pode ser maravilhoso para os de 7 e 8 anos não funciona necessariamente com os menores”.
Outra restrição é a ausência da figura do professor para organizar as atividades a serem propostas ao aluno e executadas de acordo com a idade da criança. A mediação do professor dá à criança mais segurança, mais suporte emocional. Contudo, o método da Escola Lumiar é extremamente sugestivo, inovador, com projetos que atraem o interesse dos alunos e possibilitam trabalhos originais. Dá ênfase à auto-estima do aluno. É uma escola diferente, sem salas de aulas, mexe com a imaginação pedagógica,  com o prazer de conhecer, na prática, seus resultados, para tê-la ou não como alternativa à educação básica.
* Supervisora de ensino aposentada.      
(Publicado em março/2004)


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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Respeito ao Outro



Cada um vive uma realidade,
Não avance, pois, os sinais,
Respeite do outro sua verdade,
As pessoas são tão desiguais!

Existe o temperamento,
Como, também, as circunstâncias,
Pro convento, um faz juramento,
Pro carnaval, outros têm ânsias.

As emoções são variadas,
Vivem em plano infinito,
Umas, na alma são trancafiadas,
Temem o choque do atrito!

Muitos se guiam pela sorte,
Caminhão solto, sem reboque,
Outros põem na luta o seu forte,
E no tirocínio seu estoque.

Há a vaidade de César,
A hipocrisia do fariseu,
Que o cristão pondere sua reza,
Permita ao irmão ser rei ou plebeu.                  



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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Falta de Patriotismo



Onde estão os verdadeiros brasileiros?
Descendentes de Castro Alves, de Rui Barbosa?
Onde a veia patriótica desses pioneiros,
Que ainda hoje cala fundo na alma esperançosa?

Nosso céu continua de estrelas bordado,
Mas, já não temos belas matas, claros rios,
Temos povo aturdido, desempregado,
Cultura e educação vazias, em calafrios!

Oh, meu estandarte verde-amarelo esquecido!
Oh, manto sagrado, escondido em tuas glórias!
Só no brio patriótico serás ressurgido!

Não se constrói uma Pátria em falsos palanques,
Não se legisla uma Nação em causa própria,
Não se camufla a plebe lhe dando pileques.


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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Chama da Alma


Esta chama que me acompanha,
Que me envolve desde criança,
Que os meus sentimentos arrebanha,
Guia o meu leme, infla minha esperança,
Passa-me força e confiança,
Vive em mim em forte aliança.

Esta chama norteia os meus passos,
Define o caminho da estrada,
Responde pelos meus abraços,
Pelo amor que me espelha a jornada,
Pelos momentos da boa risada,
E, que me torna a vida amada.

Esta chama é meu grande alento,
Estrelas que clareiam o meu destino,
Por ela, os dissabores enfrento,
Não peregrino em desatino,
Com ela, dos males me previno,
Me põe frente ao solar do divino!

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A ESCOLA EXPANDINDO SEU OLHAR EXTRAMURO


Lição de casa, o terror da meninada! Difícil achar uma criança que goste de fazer os deveres de casa. Querem mais é brincar, ver TV, jogar com os amiguinhos, menos fazer as tarefas escolares.
Lições de casa bem feitas contribuem para um bom aprendizado. Por essa razão, a escola passa orientação aos pais, a fim de que criem condições a que as tarefas sejam cumpridas de modo proveitoso e, de alguma forma, mais prazeroso.
Alguns procedimentos costumam surtir bons efeitos:
– Televisão:
O horário deve ser acertado entre pais e filhos. Estes só poderão assistir-lhe depois de todas as tarefas cumpridas, mas, um fundo musical, ao gosto da criança, ajuda a concentração. Há as que preferem fazer a lição assim que chegam em casa. Outras preferem um tempo para relaxar. O importante é não deixar os trabalhos para depois do jantar.
– Sobrecarga de atividades:
Se a criança chega em casa exausta, sem vontade de fazer nada, talvez esteja sobrecarregada, com muitas atividades extracurriculares, como inglês, natação, judô etc. A criança precisa ter um tempo para ler, brincar com os amigos, passear com o cão, jogar, ou seja, ter brechas na sua agenda para descontrair. Um arranjo deve ser estudado com o professor.
– Presença importante:
Ao fazer as lições de casa, geralmente a criança fica sozinha com suas dificuldades, com suas dúvidas. Os pais ajudam-na a lidar com essa insegurança, passando-lhe a noção de que com um esforço somos capazes de vencer. Não devem esperar até o último momento para ajudar, quando a criança já chorou, já esperneou. Devem solucionar as dúvidas, explicando-as quando solicitados. Devem estimular a criança a exteriorizar suas preocupações. Os pais não devem se iludir com crianças quietas demais. Às vezes, essas crianças que concordam com tudo podem estar apenas demonstrando sua insegurança em relação ao amor da família e devem ter problemas de auto-afirmação.
– Cuidar da auto-estima:
Os pais devem elogiar o esforço mais do que o resultado. Habitue seu filho pensar que ele é capaz. A auto-estima elevada vai proteger a criança nas adversidades futuras. Às vezes, vale mais um bom esforço que uma boa nota.
– Nunca fazer os trabalhos por ela:
Acompanhe o processo de aprendizagem da criança, mas só ela pode percorrê-lo. É ela quem está aprendendo. Mostre interesse por sua vida na escola, tenha conhecimento de suas notas, mas não seja o seu professor. Ajude-a, apenas, quando solicitado. Ensine-a a usar as ferramentas e não fazer as tarefas por ela.
– Motivá-la:
Nessa fase, não adianta apelar para a idéia de um bom emprego, que arrumará no futuro daqui a 20 anos. Deve fazer a criança entender que o estudo é importante porque a inteligência tem que ser cultivada, tem que ser treinada. Que há coisas importantes que só desenvolvemos através do estudo, como a perseverança, a coragem, a confiança, o autoconhecimento.
– Ensinar regras de estudo:
Estudar primeiro o que se tem mais dificuldades e o que gosta menos. Quando o texto tem muitas páginas, sublinhar e tomar notas ajudam a não desviar o pensamento. Ensine a criança a anotar os dias dos testes e a estudar com antecedência. Ensine-a a se conscientizar da necessidade de se organizar, porque o melhor método para se aprender é a persistência, a dedicação.
A  CRIANÇA  NO ADULTO REALIZADO

Uma criança que se sente amada
É uma criança confiante, feliz,
O mundo conquistará animada,
Ostentará uma personalidade sem verniz.

Eleve sua auto-estima,
Não a castigue, ressalte suas qualidades,
Amanhã ela saberá dar a volta por cima,
Saberá desenvolver suas virtualidades.

Deixe-a desabrochar lentamente,
Ensine-a a ver o lado bom das coisas,
Acompanhe seus passos sorridente,
Cultive o humor conjuntamente.

Ajude-a a descobrir seus dons,
A ter noção de seu próprio pendor,
Evitando desajuste de futuras profissões;
Mantenha com ela permanente relação de amor.

A criança respeitada em sua natureza,
Galgando o saber conforme sua competência,
Alcança, em harmonia, a soberba grandeza,
Guardada nas artes, na ciência.
* Supervisora de ensino aposentada      
(Publicado em abril/2005)

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Meditação

Para começar bem o ano!
Feliz 2011 para todos!

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